segunda-feira, 31 de março de 2008
comentários do romance
Leitor anônimo, observou que na segunda parte, há um dialógo meio confuso. Ele não entendeu quem beija quem, na hora em que Paulo sai para procurar emprego. Concordamos com a crítica e já corrigimos, na verdade é Paulo quem agradecido, beija Mafalda.
Aproveito para agradecer os comentários dos leitores, muitos se apresentam como anônimos, acho que pela dificuldade de postar comentários atráves do ID.
Marcelo Jucá, é o leitor mais assiduo, sempre deixando seu comentários pertinentes e demonstrando preocupação com a consicentização do cidadão. Esse cara vai longe!
domingo, 30 de março de 2008
Ganhando dinheiro fácil
sábado, 29 de março de 2008
Saudades da Ditadura
Como diz o juvenal antena " Calma, muita calma nessa hora" . Não estou doido. Na verdade nem vivi politicamente o período. Nasci no auge dos “anos de chumbo”, o ano que não acabou. Pela pouca idade e morando nos cafundós dos Judas, de experiência vivida não tenho quase o que falar. Somente vim entender a política já no inicio da década de 80, praticamente no final do período. Embora seja egoísmo de minha parte, mas a verdade é que naquela época eu não sofria. A bem da verdade, nem entendia e tampouco sabia o que acontecia. Daí talvez venha à pretensa saudade. Não que fosse um alienado, mas pela pouca idade e como disse morando nos cafundós dos Judas, era como o ditado diz: “o que os olhos não vêem o coração não sente”. Mas hoje eu sinto uma angustia tremenda. Não tem porrete, não tem polícia, não tem nada disso e os trabalhadores não reagem. Parece que o medo é maior. Por quê? Espera aí! Pode chegar um intelectulóide e dizer: É que agora os trabalhadores são respeitados, tem liberdade, tem direito de greve, são recebidos, fazem parte e coisa e tal.Na verdade, onde eu quero chegar mesmo é no seguinte: No governo do Partido dos Trabalhadores, eles, os trabalhadores, não têm vez. Também pudera, quase nada é conquistado. No cabo de guerra da luta, ele, Governo, sempre ta com vantagem, dá o que bem quer e quando bem quer. Pode espernear, ameaçar, não adianta. E fica todo mundo calado. Ninguém vai para as ruas. Quando páram, só se souberem que não vão se expor, não vão ter ponto cortado. Perderam a essencial da luta, ganharam medo, muito medo. É o neoliberalismo, que paradoxalmente é fruto da democracia mundial
terça-feira, 25 de março de 2008
PARTE 2
Ela deitou-se na cama suavemente, mas nervosa não conseguia relaxar. Os olhos bem abertos e as pupilas dilatadas denunciavam sua apreensão. Tamanha aflição parecia sugerir ser a primeira vez a deitar-se ao lado de um homem. Alguns segundos depois, muda a posição do corpo e pergunta:
- Está muito quente? Quer que eu abra a janela?
- Está quente, diz ele, mas não adianta abrir a janela. - Vira para o outro lado e seus rostos ficam um de frente ao outro. Olha-se por alguns segundos, ele diz: - O calor não é externo. É aqui dentro. São nossos corpos. - Ele toca o rosto dela que fecha os olhos, respira bem fundo e não diz nada. Ao sentir o toque das mãos de Paulo, Mafalda não se conteve, consentiu e cedeu caricias. Estavam totalmente envolvidos. Se sobrava emoção e faltava razão o tempo é quem iria dizer. A realidade era que ambos já não conseguiam mais segurar os seus desejos. O rangido das molas do colchão e o barulho vindo das palhetas do ventilador de teto eram os únicos sons que permeavam os sussurros e gemidos de Mafalda, que uma hora depois, caia no sono feito uma criança.
No outro dia pela manhã quando Paulo desperta. O café já sobre a mesa e Mafalda que lhe observara desde o amanhecer pergunta; - dormiu bem?
- Há anos que eu não tinha uma noite tão especial como essa. Ela radiante diz:
- Você é que é especial. – você é um homem diferente. Desliza os dedos sobre o rosto dele e finda a caricia com um beijo.
Ele toma banho, se arruma e diz.
- Eu vou procurar emprego e depois um lugar para ficar. Ela censura. Balançando a cabeça em sinal de negação é incisiva.
- Nada disso. Você vai ficar aqui. Quando você descolar um emprego aí nós dividimos as despesas, ou então você vai para outro lugar se quiser. Por enquanto não. Você fica aqui comigo. Agradecido ele a beija e sai à procura de emprego. Já são meio dia e nada. A cada local aonde chega à resposta é a mesma. Não temos vagas. Está lotado. Passe depois e assim por diante. Ao cair à tarde, entrar numa fábrica de refrigerantes, fala com o dono e finalmente consegue uma colocação. É admitido como gerente de vendas.
Exultante regressa a casa e divide sua alegria com Mafalda. Beijos, abraços, pulos e muitos sorrisos. Parece que uma velha sidra retirada provincialmente da geladeira, servida em dois copos comuns de extrato de tomate, marcava não só a comemoração do fato, mas selava o inicio de uma história de amor. Tudo parecia caminhar para a felicidade, até que um fato, porém, veio ameaçar à continuidade daquela alegria.
Ao cair da noite, Mafalda se arruma como quem vai sair e Paulo pergunta:
- Aonde você vai? Ela hesita um pouco e responde:
- Eu trabalho no clube noturno esqueceu?
- Você não vai mais.
- Eu não posso deixar de ir – completa ela – Eu tenho um contrato assinado
- Você é minha, eu não vou admitir que você sendo minha mulher se entregue aqueles homens. Eu estou trabalhando, o que eu ganho dá para sustentar nós dois. Depois você pode arranjar outro emprego.
- Será que não dá para você entende Paulo, que eu não posso fazer uma coisa dessas!
Não dá por quê? Você gosta é? É prazer? É Fetiche. É o que?
Mafalda põe o dedo em riste na cara de Paulo e fala:
- Eu não admito que você fale assim comigo. Esse é o meu trabalho. Você tem que respeitar.
Paulo balança a cabeça, põe a mão no rosto respira fundo e conclui:
- Se você for, quando retornar eu não estarei aqui.
- A escolha e sua Paulo. Eu tenho um contrato para cumprir, não posso falhar. Eu já falhei uma vez. Quando gringo apareceu, me fez mil promessas. Disse que fazia e acontecia. Fez-... agora você me pede para fazer isso? balançando a cabeça sentencia: - Não. Não posso.
Saí deixando-o a porta aberta. Mas nem ela mesma estava convencida de que era aquilo que realmente deveria fazer.
sábado, 22 de março de 2008
DIRETO DO PELÔ...
Estou em Salvador, hoje vim visitar o pelourinho, mas não me contive e entre numa INTERNET ACCESS para atualizar o blog. Quarta-feira passadas deveria ter publicado a segunda parte do romance, mas deixo para fazê-lo na segunda-feira, assim que chegar em Rio Branco. Hoje aproveito para recomendar aos meu amigos. A Bahia é mesmo uma maravilha. O que mais chama atenção, não são as praias nem os seu pontos turisticos, que aliás são muitos. Mas o bom mesmo da Bahia é sua gente. Quanta hospitalidade. Até a abordagem dos ambulantes é agradável. Mas não se empolgue muito, porque se ele puder´, também " aranca o couro" como qualquer vendendor do mundo. Mas pedir uma informação para um soteropolitano, é diferente de qualquer lugar do Brasil. Aqui ele ensina com prazer. Dá gosto! E passar uma tarde em itapuã, depois de um dia todo na ilha de Itaparica, oxe bixim! Num dá nem vontade de voltar para casa. dá uma prigui...
domingo, 16 de março de 2008
Festival do Peixe no Bujari é Pragrama de índio
Não sei de onde saiu a expressão " programa de índio ". Deve ser da visão etnocentrica que herdamos do colonizador. Mas o fato é que a expressão se tornou tão corriqueira, que deve até está registrada em algum dicionário deses famosos línguistas que vivem criando estéreis polêmicas sobre o uso da língua. Mas não é sobre isso que quero falar, o assunto está servindo somente para justifcar o uso politicamente incorreto que fiz da expressão.
O Festival do Peixe no Bujari, parece ser um empreendimento feito para mostrar a visão empreendedora da prefeitura daquele municipio, seguindo a onda dos festivais que virou modismo no Acre. Mas chamar aquilo de festival, é propaganda enganosa. E eu fui enganado. Saí serelpe e contente para ir no festival do municipio vizinho e trazer aquele peixe grande, para comer na semana santa, certo de que o preço compensaria. Ao chegar, de longe já dava para sentir o clima. Era na verdade uma feira livre. Muita gente saindo de cara amarrada com sacolas pretas na mão - daquelas lá da Bolívia - com certeza era peixe. Fui chegando perto e vi uma fila imensa. Perguntei a uma senhora que estava no "rabo" (da fila), o que estava fazendo alí. Ela disse que era para comprar peixe. Perguntei de quanto estavam vendendo o quilo, porque para tamanha fila, só sendo muito barato! cinco reais disse ela. Diante do meu espanto, já que se encontra até mais batato aqui em Rio Branco, ela completou. " é mais aqui vale a pena, dizem que é peixe criado em cativeiro, com ração, não é daqueles fedorento do Betão que come fato de boi podre". Balancei a cabeça e sai para ver o restante das atrações. Não tinha nada, a não ser umas poucas barracas de artesanatos e umas frituras de aparência ruim. O que é que eu vim fazer aqui? pensei. Quando virei as costas para vir embora, olho para o lado e quem eu vejo? ele o Betão. Pobre mulher, pensei, comprando gato por lebre. Não passei dez minuto no festival, dei meia volta e retornei. Amanhã vou cedo no Varejão Popular e compro dois quilos de peixes, daqueles mesminhos que o Betão levou para o Bujari! Pelo menos eu acho.
terça-feira, 11 de março de 2008
Este é um trecho do meu Romance
PARTE 1
Triste, muito triste o que se passava com Paulo. Bêbedo, sentado na mesa de um clube noturno. Tomava a oitava doses de vodca e fumava o 15º cigarro, quando uma mulher de pouco menos de 30 anos, que mesmo de aparência sofrida, tinha uma beleza que era natural, vestida com uma roupa provocante, pára próxima a sua mesa oferecidamente, e pergunta:
- Está triste moço? – completa - O Senhor desejar alguma coisa?
Ele abana a cabeça que não. Ela fala novamente:
- A cidade aqui é pequena, eu nunca lhe vi antes! – Rompendo o silêncio, quase que num tom de desabafo ele diz: - É eu cheguei aqui hoje, por volta das 4 horas da tarde. Disseram que aqui é bom de emprego, eu vim tentar. – secamente, sem rodeio a moça fala:
- Que nada moço, aqui só vence na vida quem tem sorte.
Um olhar triste golpeia o rosto de Paulo, que com um sorriso melancólico, balança a cabeça negativamente e pensa: “Sorte, uma coisa que eu nunca tive”. Convida-a para sentar e pergunta seu nome. Sorrindo ela senta à mesa e diz:
- Mafalda. Estende a mão e completa: - Às suas ordens!
Interessadamente ela pergunta de onde ele era e desinteressadamente ele diz:
- Eu sou do Norte.
Ela quis saber como ele, vindo de tão longe, teria chegado àquela pequena cidade.
- Eu morava no Acre. – diz ele - Meu pai era um seringueiro. Daqueles que saíram do nordeste na Segunda Guerra para cortar borracha para os paises aliados. Depois de muito tempo, conseguimos umas terrinhas. Chegaram uns fazendeiros por lá, começaram a pressionar, compraram as terras ao redor e praticamente meu pai não teve alternativa. Os fazendeiros diziam que o dinheiro que pagariam dava pra gente comprar uma casa na cidade. Pura enganação. O dinheiro que ele deu quase que não dá nem para gente chegar a Rio Branco. Chegando lá fomos para um bairro da periferia onde encontramos muitas famílias que como nós, haviam sido enganadas. Como o dinheiro não tinha dado para nada, resolvemos ocupar junto com aquela gente um pedaço de terra. Era uma invasão muito grande. A polícia chegou, houve muita confusão. - Pára, balança a cabeça e continua. - Parece que foi hoje... . Baixa o olhar e não diz mais nada.
Mafalda parece concentrada na história do rapaz. Ela acende um cigarro e como quem entendeu tudo confirma: - seu pai morreu!
Ele só balança a cabeça que sim. Ela pergunta: - E o restante de sua família? Como você chegou aqui?
-Eu não conheci minha mãe. Quando eu nasci ela me deixou com meu pai e fugiu com o outro homem. As pessoas diziam até que eu nem era filho dele. Mas ele nunca deixava ninguém tocar nesse assunto. Ele me criou. Ele me amava.
-E os outros da sua família quis saber Mafalda? – Ele disse que seu pai havia perdido todo contato com a família, que eram do Ceará. Ele ainda até que tentou encontrar algum parente, mas sem sucesso. Resolveu então ir para o Sul. Aí eu conheci a Neide.
Quando fala em Neide fica triste.
- Nunca eu vou esquecer a Neide. Pausa.
- Deixa prá lá. Mas... Então Continuando. Um ano depois eu estava em BH. Não tive muita sorte. Trabalhei num banco, tava até bem posicionado, mas sumiu um dinheiro, acusaram-me de ter facilitado. Aí, me demitiram sem nada. Justa causa. Não tive nem chance de defesa. Foi difícil. Dá um suspiro e continua: - Aí, disseram que a terrinha aqui é boa. Estou eu aqui.
Mafalda levanta o braço e pede ao garçom um copo de vodca. Talvez para continuar a conversa, pergunta sobre Neide:
- E essa Neide? Você falou dela de uma maneira tão especial.
Paulo baixa a cabeça e fala:
- É verdade, eu a amo. Quando eu cheguei a Capital deste Estado eu a conheci. A família dela era montada na grana. Eu é que já não tinha mais nem emprego. Nós dormimos uma vez juntos, ela ficou grávida, o pai soube, mandou me dar uma surra, e começou a me perseguir. Disse que se eu não sumisse, mandava me matar. Se fosse só a gravidez, eles até que teriam permitido agente ficar juntos. Mas os velhos não admitiam a idéia da filha deles se envolver com um cara feito eu. Sem família, sem dinheiro, sem nada. Eu tive que sumir deixando-a grávida. Desde esse dia nunca mais a vi. Nem sei se eles a deixaram ter o bebê. Acho até que ela aceitou as imposições dos país. - Mafalda percebe que essa conversa encheram os olhos de Paulo de lágrimas, levanta-se estende à mão a ele e diz:
- você já bebeu demais. Vamos párar. Eu vou levá-lo para o seu hotel. - Ele diz:
-Eu não estou em hotel. Ela completa: - para sua casa para o que seja, mas vamos embora. Assim, amanhã você não descansa para procurar emprego.
- Eu não tenho casa disse ele. Eu não tenho nada.
Decididamente ela diz.
- Então vamos. Eu o levo para minha. Onde estão suas coisas?
- Eu não tenho coisas, o que eu tenho está aqui comigo. – Mafalda sente pena. Paulo tira os últimos trocados do bolso, paga a conta e saem. Ambos chegam a casa dela. Se é que aquele muquifo poderia ser chamado de casa. Na verdade era uma morada bem simples. A sala, a cozinha e o quarto eram todos num cômodo só. Um sofá velho de um lugar, apoiado na parede, uma mesa coberta por uma toalha com estampa de frutas, uma velha cômoda colonial, uma cama de molas, um ventilador de teto, uma geladeira e uma pia que demarcavam a cozinha, eram os únicos móveis do local. Ele pede para tomar um banho. Quando sai do banheiro enrolado numa toalha, ela abre a gaveta da cômoda, revira as roupas e retira uma do fundo. Ele observa que existem várias roupas de homem. Ela pega uma peça, entrega-o que surpreendido questiona:
- Roupas de homem na sua casa? Você é casada?
Ela não ouve a pergunta, ou faz-se que não a ouviu. Ele torna a perguntar:
- De quem são essas roupas?
Ela hesita, mas vagarosamente, responde:
- Essas roupas. - Pausa. - Olha, há um ano eu convivia com um gringo. Passamos uns seis meses juntos. Um dia ele chegou pra mim e disse que havia batido uma saudade danada da terra dele e que iria embora. Mas isso, ele já estava de passagem comprada. Ele foi, disse que talvez voltasse. Mas nunca nem ligou. Aí, eu tive que vender meus carinhos novamente. – como quem se defende completa: Tinha que me virar né?
Paulo olha para ela, uma mulher bonita, mas que parecia já ter levado muito castigo na escola da vida. Torna a perguntá-la:
- E por que você não foi com ele?
- Ele nem me chamou – com cara arrependida completa. – Eu também não pedi para ir – querendo mudar de assunto continua: - Você ainda não me falou seu nome!
Levando a mão à cabeça ele diz: - Desculpa, meu nome é Paulo.
Não querendo mais retrogradar ao assunto anterior, ela fala:
- Não vai aceitar a roupa que lhe ofereci Paulo?
Ele pega o trajo. Como a habitação não tem compartimentos separados ele diz:
- Você não vai virar o rosto? Vai ficar aí, me vendo trocar de roupa?
- Eu sou habituada com essas coisas, mas tudo bem! Se você se incomoda! Ela vira a cabeça e fica de frente para a parede.
- Não é que eu prefira. Continua ele: É que você está sendo tão legal comigo que eu acho que você merece respeito.
Ela dá um sorriso sarcástico e fala: - Respeito. Quanto tempo eu não sei o que é isso. Eles não respeitam agente.
- Eles quem? – quis saber ele curioso.
- Os homens que freqüentam a casa noturna. - Mão na cintura, virando-se para ele e pergunta: _ Você acha que eu estava lá fazendo o que!???
Nesse meio tempo, Paulo já havia tirada a toalha, vestido a roupa e sentado à beira da cama. Ele pergunta à hora e a rapariga responde:
- Meia noite. – e apontando para um canto da casa continua. Você quer dormir pode deitar nesta cama.
Era a única que havia no lugar. Ele percebeu que iriam dormir juntos, ou então ela iria dormir em outro local. Rede não havia. Mas ele não fez perguntas. Deitou-se de costa, olhos bem abertos e ficou no suspense. “Será que Mafalda iria deitar na cama com ele”? Ela tomou banho, vestiu uma camisola preta de cetim, apagou a luz do quarto e acendeu a do banheiro, cuja porta adrede entreaberta, deixava passar um resto de luz, que repousando ao lado do leito funcionava como um abajur.
SEMANA QUE VEM PUBLICO A SEGUNDA PARTE - DEIXE SE COMENTÁRIO, SUA OPINIÃO SERÁ MUITO IMPORTANTE PARA MIM.
domingo, 9 de março de 2008
É FÁCIL ACHAR UM DESSES
Em Rio Branco come-se muito bem. É só ter dinheiro. Mas nem sempre. Muito embora cobrem caro pelos serviços, a maioria dos restaurantes da nossa capital não oferecem atendimento de qualidade. Os donos dos restôs parece que para aumentar o lucro contratam para servir, os primos, as cunhadas, os amigos e etc.....contratar garçom de verdade deve sair mais caro. Há uns dez anos atrás, os garçons da nossa cidade tinham o seu sindicato e era relativamente atuante. Ou em rio Branco falta mão de obra qualificada ou eu estou com razão. Enquanto isso, agente sai para relaxar e acaba se estressando em certos restaurantes. É a conta salgada e a comida insossa, é a comida que não agrada, é a cerveja que vem quente, ou não vem! é o suco com laranja passada. Aonde foi esse restaurante? Agora eu faço que nem aquela apresentadora bonita da Band local. ISSO EU NÃO CONTO, NEM SOB TORTURA!
sexta-feira, 7 de março de 2008
Querem ver como funciona a imprensa?
Assis chateaubriand chamava a imprensa de Gazua (chave mestra) aquela que abre qualquer cofre. Saiba como lendo o site abaixo. Tá no Blog do Altino.
http://luis.nassif.googlepages.com/
quinta-feira, 6 de março de 2008
O bolo está menor, ou os convidados aumentaram?
Os partidos originários que compunham a Frente Popular do Acre, ao que parece, andam meio receiosos dos rumos que a frente está tomando. Mas sabe-se que apreocupação não repousa na guinada dada á direita pela FPA, mas sim na perda de espaço dessas legendas. Alguns astros que gravitavam livremente, hoje dão e recebem cotoveladas para manter-se em órbita. Essa situação pode ficar mais desconfortável ainda, pós eleições municipais. Como o céu está muito estrelado, muitas estrelas deixarão de brilhar depois de outubro. E quem era grande, poderá ficar pequeno, e a possibilidade do contrário é desesperador. Daí que é melhor depurar agora. Senão, a vaca pode ir para o brejo!
terça-feira, 4 de março de 2008
FIRB-FAAO: EXPLORA, EXPLORA, EXPLORA...
.
É verdade que a FIRB-FAAO não é uma entidade filantrópica, como já ouvi seus diretores responderem, em questionamento de alunos. Daí a fazer da educação um mercantilismo, isso já é uma outra questão. Isso, não podi!
Talvez em raras faculdades do Brasil, os alunos tenham que pagar uma mensalidade tão cara e ainda se submeterem ao vexame de ter que estacionar seus transportes nas ruas escuras das imediações, para se livrar do absurdo que é a cobrança do estacionamento. E olha que a mensalidade do curso de Direito, por exemplo, custas em média quase R$ 700,00.
Em termos de atendimento, a FIRB-FAAO não deixa nada a deseja aos serviços públicos. Talvez um paciente do SUS seja bem melhor atendido num posto de saúde, na FUNDHACRE ou aonde quer que seja, do que um aluno naquela faculdade.
Em relação aos professores, existem excelentes, mas infelizmente não é a regra. Lá tem aulas, que era melhor que não houvesse. Sem contar umas aulas de economia... Aquilo é brincadeira. O professor chega numa sala, coloca um retroprojetor, que além dele acho que quase ninguém utiliza mais esse equipamento, simplesmente lê e o que está projetado, e diz que é aula. ISSO, NÃO PODI!
Muito há o que se falar, mas o absurdo do absurdo é o preço da fotocópia. Enquanto tem lugares que ainda se tira xérox de R$ 0,09 centavos, lá na FIRB-FAAO o preço agora é de 15 centavos. É UM ASSALTO!.ISSO, NÃO PODI!
E os alunos? Porque não fazem nada? Porque não boicotam? Porque não fazem um movimento? Que cidadão estão indo para o mercado? É algo a se refletir! A se pensar. A educação não tira a condição de massa de manobra, se gestar um sujeito que não sabe se impor.
sábado, 1 de março de 2008
Casa de Ferreiro...
A legislação brasileira é farta em normas e regras que infelizmente nem sempre são observadas. Caso sui generis, presenciei na ultima sexta-feira, lá no Prédio da Delegacia Regional do Trabalho. O órgão vinculado diretamente ao Ministério que tem o pomposo nome de Trabalho e emprego, é encarregado dentre outras coisas de fiscalizar normas relativas a segurança e condições de trabalho. Seria cômico se não fosse grave, o fato de que atos que aquela delegacia cobra e fiscaliza, ela mesma não as pratica. O prédio é mal iluminado. Não tem elevador e falta até rampa de acesso a cadeirante. Dia desses a DRT estava numa campanha de fiscalização para saber se as empresas estavam cumprindo a lei que reserva um percentual de vagas para trabalhadores portadores de necessidades especiais. Ocorre que a DRT não está preparada para atender um simples cadeirante, imagina contratar um trabalhador com esse perfil. Mas dos outros ela sabe cobrar, ou pelo menos tenta. Desse jeito como é que agente se convence que o Brasil é um pais sério?
Me ajude! Me ajude!
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Quem sou eu
- naldo
- Rio Branco, Acre, Brazil
- Um pouco desiludido com os políticos, mas ainda na esparança de dias melhores.
