segunda-feira, 19 de maio de 2008
Blog da Escola Theodolina
Acabei de criar o Blog da Escola em que sou diretor. A Theodolina Falcão Macedo agora tem um blog. quem quiser visitar é só acessar http://theodolina.blogspot.com/.
Infelizmente o meu blog vai ficar um pouquinho de lado, pois tenho que alimentar o blog da escola e o tempo é meio corrido, mas de vez enquando estarei aqui, falando sobre algo.
Agradeço a compreenssão dos amigos.
domingo, 4 de maio de 2008
Por Millor Fernandes
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta."Não quer sair comigo? Não? Então foda-se!"."Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!"O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituiçao Federal.Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Portugues Vulgar que vingará plenamente um dia."Prá caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Prá caralho"?"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Prá caralho, o Sol é quente Prá caralho, o universo é antigo Prá caralho, eu gosto de cerveja Prá caralho, entende?No gênero do "Prá caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negaçao, está o famoso "Nem fodendo!"O "Não, não e não!" é tampouco nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto.Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro prá ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Danielzinho, presta atençao, filho querido, NEM FODENDO!".O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!".O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e mais recentemente o "prepone" - presidente de porra nenhuma.Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou seu correlato "Pu-ta-que-o-pa-riu!!!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!".Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!".Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.Desabotoe a camisa e saia na rua, vento batendo na face, olhar firme,cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!".Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar:
O que você fala? "Fodeu de vez!".
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!
domingo, 27 de abril de 2008
A Dengue me pegou!
Uma febre que não queria parar. Dores de cabeça insuportáveis. Tudo isso e a médica teimava em diagnosticar como uma gripe. Noutro dia, outra médica (né preconceito não), diz que é virose. Enquanto todo mundo dizia: “É DENGUE” as médicas do plantão da UNIMED não se curvaram. Pra falar a verdade até hoje eu não sei exatamente o que é… o que foi. O que sei é que estou desde sexta-feira passada convalescendo. Numas dessas noites, não preguei o olho um só instante, com coceiras por todo o corpo. Se passo mais de uma hora em pé, as pernas ainda doem. A boca constantemente seca, já me fez ingerir um nordeste inteiro de água de côco. O pior é ainda ter que ouvir as infinitas receitas caseiras, que pacientemente eu prometo que vou fazer.
Dizem as más línguas que aqui no Acre a situação está feia. Que a dengue já virou uma epidemia. Essas pessoas juram que o governo está mascarando os números. Que os casos de Dengue não estão sendo registrados propositadamente. Será?
sexta-feira, 11 de abril de 2008
O BACTÉRIAS MUDOU DE ENDEREÇO?
Os pobretões, os muquiranas de Rio Branco, os atoas e os que se auto intitulam “do povão”, costumam fazer refeições e lanchar em restaurantes e lanchonetes populares, que eles mesmos num senso de humor surpreendente, costumam batiza-los de bactérias. O que atrai nesses locais, além do preço baixo obviamente, é a rapidez no atendimento e muita das vezes, uma comida ou um quitute com sabor caseiro.
Já os bacanas da cidade, os deputados, os cargos comissionados, empresários e os pobres que se dizem exigentes, costumam freqüentar o Paço e outros restaurantes mais requintados.
Mas o interessante é que o site 24 horas, publicou nesta sexta-feira a seguinte manchete no seu jornal eletrônico: Cozinha de “O Paço” servia alimentos impróprios ao consumo humano. o site completa ainda dizendo que o restaurante é localizado num espaço privilegiado do Parque da Maternidade e que é considerado como um cartão postal da cidade de Rio Branco, diz ainda que foram encontrados além de alimentos de procedência duvidosa, ainda outros com prazo de validade vencido.
Agora eu não sei, se a clientela de uns vai aumentar e a de outros diminuir. Só sei que agora, quando alguém me chamar para ir no bactérias, eu vou ficar na dúvida: Levo uns trocadinho ou o cartão de crédito?
terça-feira, 8 de abril de 2008
sexo ainda é mito
Matéria da revista veja semana passada falando sobre sexo, trás um dado deveras interessante. Os homens aumentam a quantidade de parceiras que já tiveram e as mulheres subfaturam a conta. Sempre afirmam ter dito menos parceiros do que realmente tiveram. O interessante é como nesse assunto, as pessoas não agem naturalmente. Em qualquer lugar, sob todos os aspectos, essa não é uma pauta normal. Se é no consultório do médico, do psicólogo, do analista o que quer que seja a situação, é sempre atípica, principalmente para o paciente. Quando ele sai, certamente deve comentar com alguém, talvez falando da vergonha que passou. Isso é só conjectura, mas sabe-se lá Deus o que esses profissionais não comentam entre si, sobre o assunto, a respeito do que ouvem nos seus consultórios. E quando o assunto é comentado em rodas de conversar, aí é que a coisa pega. Se é numa roda de amigos ou amigas o assunto é tratado com risos, se é entre crianças e adolescentes, é envolto em curiosidade, e quase secreto. Já os da melhor idade, preferem nem falar mais no assunto. E assim caminha a humanidade.
domingo, 6 de abril de 2008
PARTE 3 - TRAIÇÃO
Ele troca de roupa, põe seus pertences numa mochila e sai à procura de outro abrigo. Chega numa pensão e é informado de que teria que pagar o primeiro mês adiantado.
- Mas eu não tenho dinheiro agora – insiste – Eu começo trabalhar amanhã...
- Não dá. - Diz a proprietária – deixe de ser persistente moço, eu já disse que sem adiantamento não dá.
Paulo não baixa a cabeça, malcriadamente arremata:
- Eu quero que a senhora e sua pensão... – percebe que ia falar disparate, emenda em tom baixo – tenham muito sucesso. Sai dali derrotado. Vai em várias pensões hoteizinhos, mas sem dinheiro não obtém sucesso.
Sem saída retorna a casa de Mafalda, que ainda estava no clube.
No clube noturno ela discute:
- Por favor, seu Bira, eu queria um contrato só para dançar. - De forma irônica ele dá de ombros: - Por quê? Agora está querendo se regenerar é?
Ofendida na alma, mas sem deixar transluzir ela diz:
- Sim, eu estou gostando de um homem. E quero mudar de vida. Não posso? Por quê?Diga-me? Estou fadada à vida toda a ser biraia?
Bira um homem rude, que não mede palavras, inclina a cabeça para frente e com voz articuladamente profere:
- Há é assim é? Bocado comigo, bocado esquecido. – e em tom áspero aponta o dedo indicador em direção a ela:
- Olha, você esqueceu que eu já fiz isso uma vez quando você conheceu o tal do gringo. Eu só te dispensei porque faltava um mês para terminar o contato. Mas agora? – levantando as duas mãos, mostrando cinco dedos de uma e dois da outra: - Faltam sete meses.
Transtornada ela argumenta:
- Tudo bem. Faça como quiser mais eu não venho mais. – Baixando o tom de voz, repete palavra por palavra: . – NÃO VENHO MAIS.
- Se você sair hoje, nunca mais ponha os pés aqui no clube. E olha bem, eu não vou facilitar nada para você. Você vai me pagar o prejuízo centavo por centavos.
Em prantos ela sai dali. Decidida a procurar Paulo em todas as pensões, hotéis o que fosse. Surpresa o encontra em casa.
- Eu voltei – diz ela.
- Eu tinha certeza que você voltava.
- É eu deixei o clube. Está vendo essas sacolas. E aponta para a porta. – são os meus pertences que estavam lá. Eu não volto mais pra lá. – confortando-a ele fala:
- Eu vou ganhar bem. Dá para agente ir vivendo. Depois você também pode arranjar um emprego. Aquilo é... – ela completa.
- Um meio de sobreviver. Ele concorda e repete.
- Um meio de sobreviver. – E abraçando-a por trás, arrasta-a para a cama e completa: - Mas agora nós vamos viver.
Ela fecha os olhos suavemente, morde o lábio inferior e suspira. Despindo-a parte por parte, ele vai beijando-a nos lábios, queixo, desce pelo pescoço, escorregar sobre os seios, vai deslizado para baixo enquanto suas mãos fazem o trajeto inverso que só pára quando são enchidas pelos seios de Mafalda.
A noite é curta e o dia logo amanhece. Meses depois Paulo já de trabalho novo, tem seus pensamentos voltados para a antiga namorada que abandonara forçosamente há três anos. Questionava-se se ela teria tido a criança. Tinha vontade de se comunicar. Mas como jamais uma carta chagaria lá nas mãos da amada. Não com aqueles pais que ela tinha. Ele tinha certeza que ela ainda o amava. E seu filho? Será que era um menino? Uma menina? Pensava: “será que parece comigo”. Eram esses os pensamentos de Paulo. Depois de um mês no novo emprego resolveu escreve uma carta para a mãe de seu filho. Dias se passaram e não obteve reposta.
Definitivamente ele não deveria ficar remoendo o passado. Aquilo tudo era águas passada.
NOUTRA CIDADE
Numa rica casa, lá estava Neide, seus pais e seu filho, cujo nome propositadamente era o mesmo de Paulo. O rapaz não se enganara em seus pensamentos quando acha que Neide ainda lhe ama. Desde o dia de sua saída, todo dia ela espera noticias, e cada dia tem uma nova esperança. Paulinho tem tudo, desde amor até os mais sofisticados brinquedos, mas falta lhe o principal; como toda criança sente falta do pai. O que ele sabia do pai era que estava viajando. Só isso. Sempre ele perguntava:
- Quando o pai volta? – a resposta era sempre. – Ele não volta.
Paulinho, um menino inteligente, três anos fala:
- Mas a senhora falou que ele volta. – O avô fala ao menino. – Filho a sua mãe vai casar, e você vai ganhar outro pai. – mas Paulinho nunca esquece de querer ter um pai. Neide estava noiva e ia casar-se com Edílson. Gostava do rapaz, mas amor mesmo, ainda sentia por Paulo. Ela sabia que nunca iria esquecê-lo. O casamento era só uma válvula de escape, uma vã tentativa de esquecer o passado, que ainda fantasiava, na esperança de um dia reencontrar o ex-amado.
De volta a Tobias Barreto – Sergipe. Na fábrica onde Paulo trabalha, o dono tem que ficar ausente um mês, Norma sua filha de 23 anos quem assume a presidência.
A moça se interessa por Paulo, toda noite ambos saem. Pulo só chega em casa de madrugada. Mafalda que não é ingênua sente que tem rabo de saia na jogada e abre o jogo com Paulo.
- Senta aqui. Escuta. Você me fez largar o meu emprego, você falou que me amava.
- emprego? Questiona ele surpreso. – você chama aquilo de emprego? Essa e boa! - diz de forma irônica.
Calmamente ela retruca.
- Isso não vem ao caso, o que eu estou questionando são essas suas chegadas à madrugada Paulo. Você está me traindo! Eu não admito ser enganada. – ele se aproxima dela dengosos e diz:
Eu te amo meu amor. Não tem nada de mulher. –ele desfaça bem, Mafalda acalma-se. Mas está certa que de tem caroço nesse angu. Às duas horas eles deitam. Ele aguarda a aproximação dele que nem percebe e agarra no sono. Fato que se repete nos dias seguinte.
Um belo dia, Paulo se arruma, Mafalda pergunta:
- Aonde você vai? – Ele naturalmente fala:
- Vou jogar uma sinuca, sair, conversar com uns amigos. – ela sabe que aquilo não era verdade. E perguntou se poderia ir com ele. – Hoje não amor, só tem homem. Outro dia agente combina de sair os casais. Ela balança a cabeça que está tudo bem. Ele sai e vai até a casa de Norma, e meia hora depois já estavam em um barzinho rindo, cantando, dançando e beijando-se.
Em casa sozinha, Mafalda entediada assiste televisão, quando Julia, sua amiga encontra a porta entreaberta, entra e diz:
- Mafalda, eu vim aqui porque eu sou sua amiga. E agora mesmo eu estava num bar e vi o Paulo com uma mulher. - Julia fala do que viu sem economizar nos detalhes, e ainda os aumentos normais desse tipo de conversa. Mafada Fala:
- Eu vou lá. - virando-se para a amiga e batendo com a mão na face direita completa: - Eu quero vê-lo olhando na minha cara. Ele vai ver do que eu sou capaz! - proferiu essas palavras já transtornada de ódio.
segunda-feira, 31 de março de 2008
comentários do romance
Leitor anônimo, observou que na segunda parte, há um dialógo meio confuso. Ele não entendeu quem beija quem, na hora em que Paulo sai para procurar emprego. Concordamos com a crítica e já corrigimos, na verdade é Paulo quem agradecido, beija Mafalda.
Aproveito para agradecer os comentários dos leitores, muitos se apresentam como anônimos, acho que pela dificuldade de postar comentários atráves do ID.
Marcelo Jucá, é o leitor mais assiduo, sempre deixando seu comentários pertinentes e demonstrando preocupação com a consicentização do cidadão. Esse cara vai longe!
domingo, 30 de março de 2008
Ganhando dinheiro fácil
sábado, 29 de março de 2008
Saudades da Ditadura
Como diz o juvenal antena " Calma, muita calma nessa hora" . Não estou doido. Na verdade nem vivi politicamente o período. Nasci no auge dos “anos de chumbo”, o ano que não acabou. Pela pouca idade e morando nos cafundós dos Judas, de experiência vivida não tenho quase o que falar. Somente vim entender a política já no inicio da década de 80, praticamente no final do período. Embora seja egoísmo de minha parte, mas a verdade é que naquela época eu não sofria. A bem da verdade, nem entendia e tampouco sabia o que acontecia. Daí talvez venha à pretensa saudade. Não que fosse um alienado, mas pela pouca idade e como disse morando nos cafundós dos Judas, era como o ditado diz: “o que os olhos não vêem o coração não sente”. Mas hoje eu sinto uma angustia tremenda. Não tem porrete, não tem polícia, não tem nada disso e os trabalhadores não reagem. Parece que o medo é maior. Por quê? Espera aí! Pode chegar um intelectulóide e dizer: É que agora os trabalhadores são respeitados, tem liberdade, tem direito de greve, são recebidos, fazem parte e coisa e tal.Na verdade, onde eu quero chegar mesmo é no seguinte: No governo do Partido dos Trabalhadores, eles, os trabalhadores, não têm vez. Também pudera, quase nada é conquistado. No cabo de guerra da luta, ele, Governo, sempre ta com vantagem, dá o que bem quer e quando bem quer. Pode espernear, ameaçar, não adianta. E fica todo mundo calado. Ninguém vai para as ruas. Quando páram, só se souberem que não vão se expor, não vão ter ponto cortado. Perderam a essencial da luta, ganharam medo, muito medo. É o neoliberalismo, que paradoxalmente é fruto da democracia mundial
terça-feira, 25 de março de 2008
PARTE 2
Ela deitou-se na cama suavemente, mas nervosa não conseguia relaxar. Os olhos bem abertos e as pupilas dilatadas denunciavam sua apreensão. Tamanha aflição parecia sugerir ser a primeira vez a deitar-se ao lado de um homem. Alguns segundos depois, muda a posição do corpo e pergunta:
- Está muito quente? Quer que eu abra a janela?
- Está quente, diz ele, mas não adianta abrir a janela. - Vira para o outro lado e seus rostos ficam um de frente ao outro. Olha-se por alguns segundos, ele diz: - O calor não é externo. É aqui dentro. São nossos corpos. - Ele toca o rosto dela que fecha os olhos, respira bem fundo e não diz nada. Ao sentir o toque das mãos de Paulo, Mafalda não se conteve, consentiu e cedeu caricias. Estavam totalmente envolvidos. Se sobrava emoção e faltava razão o tempo é quem iria dizer. A realidade era que ambos já não conseguiam mais segurar os seus desejos. O rangido das molas do colchão e o barulho vindo das palhetas do ventilador de teto eram os únicos sons que permeavam os sussurros e gemidos de Mafalda, que uma hora depois, caia no sono feito uma criança.
No outro dia pela manhã quando Paulo desperta. O café já sobre a mesa e Mafalda que lhe observara desde o amanhecer pergunta; - dormiu bem?
- Há anos que eu não tinha uma noite tão especial como essa. Ela radiante diz:
- Você é que é especial. – você é um homem diferente. Desliza os dedos sobre o rosto dele e finda a caricia com um beijo.
Ele toma banho, se arruma e diz.
- Eu vou procurar emprego e depois um lugar para ficar. Ela censura. Balançando a cabeça em sinal de negação é incisiva.
- Nada disso. Você vai ficar aqui. Quando você descolar um emprego aí nós dividimos as despesas, ou então você vai para outro lugar se quiser. Por enquanto não. Você fica aqui comigo. Agradecido ele a beija e sai à procura de emprego. Já são meio dia e nada. A cada local aonde chega à resposta é a mesma. Não temos vagas. Está lotado. Passe depois e assim por diante. Ao cair à tarde, entrar numa fábrica de refrigerantes, fala com o dono e finalmente consegue uma colocação. É admitido como gerente de vendas.
Exultante regressa a casa e divide sua alegria com Mafalda. Beijos, abraços, pulos e muitos sorrisos. Parece que uma velha sidra retirada provincialmente da geladeira, servida em dois copos comuns de extrato de tomate, marcava não só a comemoração do fato, mas selava o inicio de uma história de amor. Tudo parecia caminhar para a felicidade, até que um fato, porém, veio ameaçar à continuidade daquela alegria.
Ao cair da noite, Mafalda se arruma como quem vai sair e Paulo pergunta:
- Aonde você vai? Ela hesita um pouco e responde:
- Eu trabalho no clube noturno esqueceu?
- Você não vai mais.
- Eu não posso deixar de ir – completa ela – Eu tenho um contrato assinado
- Você é minha, eu não vou admitir que você sendo minha mulher se entregue aqueles homens. Eu estou trabalhando, o que eu ganho dá para sustentar nós dois. Depois você pode arranjar outro emprego.
- Será que não dá para você entende Paulo, que eu não posso fazer uma coisa dessas!
Não dá por quê? Você gosta é? É prazer? É Fetiche. É o que?
Mafalda põe o dedo em riste na cara de Paulo e fala:
- Eu não admito que você fale assim comigo. Esse é o meu trabalho. Você tem que respeitar.
Paulo balança a cabeça, põe a mão no rosto respira fundo e conclui:
- Se você for, quando retornar eu não estarei aqui.
- A escolha e sua Paulo. Eu tenho um contrato para cumprir, não posso falhar. Eu já falhei uma vez. Quando gringo apareceu, me fez mil promessas. Disse que fazia e acontecia. Fez-... agora você me pede para fazer isso? balançando a cabeça sentencia: - Não. Não posso.
Saí deixando-o a porta aberta. Mas nem ela mesma estava convencida de que era aquilo que realmente deveria fazer.
sábado, 22 de março de 2008
DIRETO DO PELÔ...
Estou em Salvador, hoje vim visitar o pelourinho, mas não me contive e entre numa INTERNET ACCESS para atualizar o blog. Quarta-feira passadas deveria ter publicado a segunda parte do romance, mas deixo para fazê-lo na segunda-feira, assim que chegar em Rio Branco. Hoje aproveito para recomendar aos meu amigos. A Bahia é mesmo uma maravilha. O que mais chama atenção, não são as praias nem os seu pontos turisticos, que aliás são muitos. Mas o bom mesmo da Bahia é sua gente. Quanta hospitalidade. Até a abordagem dos ambulantes é agradável. Mas não se empolgue muito, porque se ele puder´, também " aranca o couro" como qualquer vendendor do mundo. Mas pedir uma informação para um soteropolitano, é diferente de qualquer lugar do Brasil. Aqui ele ensina com prazer. Dá gosto! E passar uma tarde em itapuã, depois de um dia todo na ilha de Itaparica, oxe bixim! Num dá nem vontade de voltar para casa. dá uma prigui...
domingo, 16 de março de 2008
Festival do Peixe no Bujari é Pragrama de índio
Não sei de onde saiu a expressão " programa de índio ". Deve ser da visão etnocentrica que herdamos do colonizador. Mas o fato é que a expressão se tornou tão corriqueira, que deve até está registrada em algum dicionário deses famosos línguistas que vivem criando estéreis polêmicas sobre o uso da língua. Mas não é sobre isso que quero falar, o assunto está servindo somente para justifcar o uso politicamente incorreto que fiz da expressão.
O Festival do Peixe no Bujari, parece ser um empreendimento feito para mostrar a visão empreendedora da prefeitura daquele municipio, seguindo a onda dos festivais que virou modismo no Acre. Mas chamar aquilo de festival, é propaganda enganosa. E eu fui enganado. Saí serelpe e contente para ir no festival do municipio vizinho e trazer aquele peixe grande, para comer na semana santa, certo de que o preço compensaria. Ao chegar, de longe já dava para sentir o clima. Era na verdade uma feira livre. Muita gente saindo de cara amarrada com sacolas pretas na mão - daquelas lá da Bolívia - com certeza era peixe. Fui chegando perto e vi uma fila imensa. Perguntei a uma senhora que estava no "rabo" (da fila), o que estava fazendo alí. Ela disse que era para comprar peixe. Perguntei de quanto estavam vendendo o quilo, porque para tamanha fila, só sendo muito barato! cinco reais disse ela. Diante do meu espanto, já que se encontra até mais batato aqui em Rio Branco, ela completou. " é mais aqui vale a pena, dizem que é peixe criado em cativeiro, com ração, não é daqueles fedorento do Betão que come fato de boi podre". Balancei a cabeça e sai para ver o restante das atrações. Não tinha nada, a não ser umas poucas barracas de artesanatos e umas frituras de aparência ruim. O que é que eu vim fazer aqui? pensei. Quando virei as costas para vir embora, olho para o lado e quem eu vejo? ele o Betão. Pobre mulher, pensei, comprando gato por lebre. Não passei dez minuto no festival, dei meia volta e retornei. Amanhã vou cedo no Varejão Popular e compro dois quilos de peixes, daqueles mesminhos que o Betão levou para o Bujari! Pelo menos eu acho.
terça-feira, 11 de março de 2008
Este é um trecho do meu Romance
PARTE 1
Triste, muito triste o que se passava com Paulo. Bêbedo, sentado na mesa de um clube noturno. Tomava a oitava doses de vodca e fumava o 15º cigarro, quando uma mulher de pouco menos de 30 anos, que mesmo de aparência sofrida, tinha uma beleza que era natural, vestida com uma roupa provocante, pára próxima a sua mesa oferecidamente, e pergunta:
- Está triste moço? – completa - O Senhor desejar alguma coisa?
Ele abana a cabeça que não. Ela fala novamente:
- A cidade aqui é pequena, eu nunca lhe vi antes! – Rompendo o silêncio, quase que num tom de desabafo ele diz: - É eu cheguei aqui hoje, por volta das 4 horas da tarde. Disseram que aqui é bom de emprego, eu vim tentar. – secamente, sem rodeio a moça fala:
- Que nada moço, aqui só vence na vida quem tem sorte.
Um olhar triste golpeia o rosto de Paulo, que com um sorriso melancólico, balança a cabeça negativamente e pensa: “Sorte, uma coisa que eu nunca tive”. Convida-a para sentar e pergunta seu nome. Sorrindo ela senta à mesa e diz:
- Mafalda. Estende a mão e completa: - Às suas ordens!
Interessadamente ela pergunta de onde ele era e desinteressadamente ele diz:
- Eu sou do Norte.
Ela quis saber como ele, vindo de tão longe, teria chegado àquela pequena cidade.
- Eu morava no Acre. – diz ele - Meu pai era um seringueiro. Daqueles que saíram do nordeste na Segunda Guerra para cortar borracha para os paises aliados. Depois de muito tempo, conseguimos umas terrinhas. Chegaram uns fazendeiros por lá, começaram a pressionar, compraram as terras ao redor e praticamente meu pai não teve alternativa. Os fazendeiros diziam que o dinheiro que pagariam dava pra gente comprar uma casa na cidade. Pura enganação. O dinheiro que ele deu quase que não dá nem para gente chegar a Rio Branco. Chegando lá fomos para um bairro da periferia onde encontramos muitas famílias que como nós, haviam sido enganadas. Como o dinheiro não tinha dado para nada, resolvemos ocupar junto com aquela gente um pedaço de terra. Era uma invasão muito grande. A polícia chegou, houve muita confusão. - Pára, balança a cabeça e continua. - Parece que foi hoje... . Baixa o olhar e não diz mais nada.
Mafalda parece concentrada na história do rapaz. Ela acende um cigarro e como quem entendeu tudo confirma: - seu pai morreu!
Ele só balança a cabeça que sim. Ela pergunta: - E o restante de sua família? Como você chegou aqui?
-Eu não conheci minha mãe. Quando eu nasci ela me deixou com meu pai e fugiu com o outro homem. As pessoas diziam até que eu nem era filho dele. Mas ele nunca deixava ninguém tocar nesse assunto. Ele me criou. Ele me amava.
-E os outros da sua família quis saber Mafalda? – Ele disse que seu pai havia perdido todo contato com a família, que eram do Ceará. Ele ainda até que tentou encontrar algum parente, mas sem sucesso. Resolveu então ir para o Sul. Aí eu conheci a Neide.
Quando fala em Neide fica triste.
- Nunca eu vou esquecer a Neide. Pausa.
- Deixa prá lá. Mas... Então Continuando. Um ano depois eu estava em BH. Não tive muita sorte. Trabalhei num banco, tava até bem posicionado, mas sumiu um dinheiro, acusaram-me de ter facilitado. Aí, me demitiram sem nada. Justa causa. Não tive nem chance de defesa. Foi difícil. Dá um suspiro e continua: - Aí, disseram que a terrinha aqui é boa. Estou eu aqui.
Mafalda levanta o braço e pede ao garçom um copo de vodca. Talvez para continuar a conversa, pergunta sobre Neide:
- E essa Neide? Você falou dela de uma maneira tão especial.
Paulo baixa a cabeça e fala:
- É verdade, eu a amo. Quando eu cheguei a Capital deste Estado eu a conheci. A família dela era montada na grana. Eu é que já não tinha mais nem emprego. Nós dormimos uma vez juntos, ela ficou grávida, o pai soube, mandou me dar uma surra, e começou a me perseguir. Disse que se eu não sumisse, mandava me matar. Se fosse só a gravidez, eles até que teriam permitido agente ficar juntos. Mas os velhos não admitiam a idéia da filha deles se envolver com um cara feito eu. Sem família, sem dinheiro, sem nada. Eu tive que sumir deixando-a grávida. Desde esse dia nunca mais a vi. Nem sei se eles a deixaram ter o bebê. Acho até que ela aceitou as imposições dos país. - Mafalda percebe que essa conversa encheram os olhos de Paulo de lágrimas, levanta-se estende à mão a ele e diz:
- você já bebeu demais. Vamos párar. Eu vou levá-lo para o seu hotel. - Ele diz:
-Eu não estou em hotel. Ela completa: - para sua casa para o que seja, mas vamos embora. Assim, amanhã você não descansa para procurar emprego.
- Eu não tenho casa disse ele. Eu não tenho nada.
Decididamente ela diz.
- Então vamos. Eu o levo para minha. Onde estão suas coisas?
- Eu não tenho coisas, o que eu tenho está aqui comigo. – Mafalda sente pena. Paulo tira os últimos trocados do bolso, paga a conta e saem. Ambos chegam a casa dela. Se é que aquele muquifo poderia ser chamado de casa. Na verdade era uma morada bem simples. A sala, a cozinha e o quarto eram todos num cômodo só. Um sofá velho de um lugar, apoiado na parede, uma mesa coberta por uma toalha com estampa de frutas, uma velha cômoda colonial, uma cama de molas, um ventilador de teto, uma geladeira e uma pia que demarcavam a cozinha, eram os únicos móveis do local. Ele pede para tomar um banho. Quando sai do banheiro enrolado numa toalha, ela abre a gaveta da cômoda, revira as roupas e retira uma do fundo. Ele observa que existem várias roupas de homem. Ela pega uma peça, entrega-o que surpreendido questiona:
- Roupas de homem na sua casa? Você é casada?
Ela não ouve a pergunta, ou faz-se que não a ouviu. Ele torna a perguntar:
- De quem são essas roupas?
Ela hesita, mas vagarosamente, responde:
- Essas roupas. - Pausa. - Olha, há um ano eu convivia com um gringo. Passamos uns seis meses juntos. Um dia ele chegou pra mim e disse que havia batido uma saudade danada da terra dele e que iria embora. Mas isso, ele já estava de passagem comprada. Ele foi, disse que talvez voltasse. Mas nunca nem ligou. Aí, eu tive que vender meus carinhos novamente. – como quem se defende completa: Tinha que me virar né?
Paulo olha para ela, uma mulher bonita, mas que parecia já ter levado muito castigo na escola da vida. Torna a perguntá-la:
- E por que você não foi com ele?
- Ele nem me chamou – com cara arrependida completa. – Eu também não pedi para ir – querendo mudar de assunto continua: - Você ainda não me falou seu nome!
Levando a mão à cabeça ele diz: - Desculpa, meu nome é Paulo.
Não querendo mais retrogradar ao assunto anterior, ela fala:
- Não vai aceitar a roupa que lhe ofereci Paulo?
Ele pega o trajo. Como a habitação não tem compartimentos separados ele diz:
- Você não vai virar o rosto? Vai ficar aí, me vendo trocar de roupa?
- Eu sou habituada com essas coisas, mas tudo bem! Se você se incomoda! Ela vira a cabeça e fica de frente para a parede.
- Não é que eu prefira. Continua ele: É que você está sendo tão legal comigo que eu acho que você merece respeito.
Ela dá um sorriso sarcástico e fala: - Respeito. Quanto tempo eu não sei o que é isso. Eles não respeitam agente.
- Eles quem? – quis saber ele curioso.
- Os homens que freqüentam a casa noturna. - Mão na cintura, virando-se para ele e pergunta: _ Você acha que eu estava lá fazendo o que!???
Nesse meio tempo, Paulo já havia tirada a toalha, vestido a roupa e sentado à beira da cama. Ele pergunta à hora e a rapariga responde:
- Meia noite. – e apontando para um canto da casa continua. Você quer dormir pode deitar nesta cama.
Era a única que havia no lugar. Ele percebeu que iriam dormir juntos, ou então ela iria dormir em outro local. Rede não havia. Mas ele não fez perguntas. Deitou-se de costa, olhos bem abertos e ficou no suspense. “Será que Mafalda iria deitar na cama com ele”? Ela tomou banho, vestiu uma camisola preta de cetim, apagou a luz do quarto e acendeu a do banheiro, cuja porta adrede entreaberta, deixava passar um resto de luz, que repousando ao lado do leito funcionava como um abajur.
SEMANA QUE VEM PUBLICO A SEGUNDA PARTE - DEIXE SE COMENTÁRIO, SUA OPINIÃO SERÁ MUITO IMPORTANTE PARA MIM.
domingo, 9 de março de 2008
É FÁCIL ACHAR UM DESSES
Em Rio Branco come-se muito bem. É só ter dinheiro. Mas nem sempre. Muito embora cobrem caro pelos serviços, a maioria dos restaurantes da nossa capital não oferecem atendimento de qualidade. Os donos dos restôs parece que para aumentar o lucro contratam para servir, os primos, as cunhadas, os amigos e etc.....contratar garçom de verdade deve sair mais caro. Há uns dez anos atrás, os garçons da nossa cidade tinham o seu sindicato e era relativamente atuante. Ou em rio Branco falta mão de obra qualificada ou eu estou com razão. Enquanto isso, agente sai para relaxar e acaba se estressando em certos restaurantes. É a conta salgada e a comida insossa, é a comida que não agrada, é a cerveja que vem quente, ou não vem! é o suco com laranja passada. Aonde foi esse restaurante? Agora eu faço que nem aquela apresentadora bonita da Band local. ISSO EU NÃO CONTO, NEM SOB TORTURA!
sexta-feira, 7 de março de 2008
Querem ver como funciona a imprensa?
Assis chateaubriand chamava a imprensa de Gazua (chave mestra) aquela que abre qualquer cofre. Saiba como lendo o site abaixo. Tá no Blog do Altino.
http://luis.nassif.googlepages.com/
quinta-feira, 6 de março de 2008
O bolo está menor, ou os convidados aumentaram?
Os partidos originários que compunham a Frente Popular do Acre, ao que parece, andam meio receiosos dos rumos que a frente está tomando. Mas sabe-se que apreocupação não repousa na guinada dada á direita pela FPA, mas sim na perda de espaço dessas legendas. Alguns astros que gravitavam livremente, hoje dão e recebem cotoveladas para manter-se em órbita. Essa situação pode ficar mais desconfortável ainda, pós eleições municipais. Como o céu está muito estrelado, muitas estrelas deixarão de brilhar depois de outubro. E quem era grande, poderá ficar pequeno, e a possibilidade do contrário é desesperador. Daí que é melhor depurar agora. Senão, a vaca pode ir para o brejo!
terça-feira, 4 de março de 2008
FIRB-FAAO: EXPLORA, EXPLORA, EXPLORA...
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É verdade que a FIRB-FAAO não é uma entidade filantrópica, como já ouvi seus diretores responderem, em questionamento de alunos. Daí a fazer da educação um mercantilismo, isso já é uma outra questão. Isso, não podi!
Talvez em raras faculdades do Brasil, os alunos tenham que pagar uma mensalidade tão cara e ainda se submeterem ao vexame de ter que estacionar seus transportes nas ruas escuras das imediações, para se livrar do absurdo que é a cobrança do estacionamento. E olha que a mensalidade do curso de Direito, por exemplo, custas em média quase R$ 700,00.
Em termos de atendimento, a FIRB-FAAO não deixa nada a deseja aos serviços públicos. Talvez um paciente do SUS seja bem melhor atendido num posto de saúde, na FUNDHACRE ou aonde quer que seja, do que um aluno naquela faculdade.
Em relação aos professores, existem excelentes, mas infelizmente não é a regra. Lá tem aulas, que era melhor que não houvesse. Sem contar umas aulas de economia... Aquilo é brincadeira. O professor chega numa sala, coloca um retroprojetor, que além dele acho que quase ninguém utiliza mais esse equipamento, simplesmente lê e o que está projetado, e diz que é aula. ISSO, NÃO PODI!
Muito há o que se falar, mas o absurdo do absurdo é o preço da fotocópia. Enquanto tem lugares que ainda se tira xérox de R$ 0,09 centavos, lá na FIRB-FAAO o preço agora é de 15 centavos. É UM ASSALTO!.ISSO, NÃO PODI!
E os alunos? Porque não fazem nada? Porque não boicotam? Porque não fazem um movimento? Que cidadão estão indo para o mercado? É algo a se refletir! A se pensar. A educação não tira a condição de massa de manobra, se gestar um sujeito que não sabe se impor.
sábado, 1 de março de 2008
Casa de Ferreiro...
A legislação brasileira é farta em normas e regras que infelizmente nem sempre são observadas. Caso sui generis, presenciei na ultima sexta-feira, lá no Prédio da Delegacia Regional do Trabalho. O órgão vinculado diretamente ao Ministério que tem o pomposo nome de Trabalho e emprego, é encarregado dentre outras coisas de fiscalizar normas relativas a segurança e condições de trabalho. Seria cômico se não fosse grave, o fato de que atos que aquela delegacia cobra e fiscaliza, ela mesma não as pratica. O prédio é mal iluminado. Não tem elevador e falta até rampa de acesso a cadeirante. Dia desses a DRT estava numa campanha de fiscalização para saber se as empresas estavam cumprindo a lei que reserva um percentual de vagas para trabalhadores portadores de necessidades especiais. Ocorre que a DRT não está preparada para atender um simples cadeirante, imagina contratar um trabalhador com esse perfil. Mas dos outros ela sabe cobrar, ou pelo menos tenta. Desse jeito como é que agente se convence que o Brasil é um pais sério?
Me ajude! Me ajude!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
A Eletroacre, O Barbudinho e o Neoliberalismo
O Jornal página 20 mancheteou na edição de hoje: "GOVERNANDOR DEFENDE A ELETROACRE EM REUNIÃO COM LULA." Que vergonha! É preciso o governandor sair do Acre, para ir até Brasília defender a não privatização da Eletroacre. Vale lembrar que privatização foi uma das políticas implementadas pelo governo FHC, e que sucateou várias empresas públicas, que hoje são campeãs de reclamações no PROCON. Tudo bem esqueçamos a política neoliberal de FHC. Vamos lembrar do ex-operário que chegou ao poder contra as privatizaçõese em defesa das empresas nacionais, do serviço público e coisa e tal. O movimento sindical apostou, os trabalhadores votaram em massa e agora estão perdidos como cachorro em dia de mudança.
Lula prometeu e não tá cumprindo. Já tá no segundo mandato e seu governo ainda atemoriza parcela da sociedade com o perigo da privatização. Setores do governo federal argumentam que não vai haver privatização, paradoxalmente outros setores do mesmo governo teimam em manter os projetos privatizantes da era FHC.
Será que vão vender as empresas, sucatear mais uma parte do patrimônio Público e ele, o barbudinho, vai depois dizer novamente que nao sabia de nada. Será?
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Colocando os pingos nos " is "
Tenho recebido muito apoio de amigos que andam lendo o blog. A maioria concordando com o que eu escrevo; Outros poucos, discordando. Mas de antemão quero deixar claro que não vou fazer o papel de metralhadora giratória. Gosto de comentar sobre política, no entanto,
quando se comenta política ou se faz crítica aos políticos a tendência é ser rotulado. Os adjetivos são vários: Revoltado, chapa branca, querendo mamar, puxa-saco, do contra e outras coisitas mais. Depende da abordagem que se faz. Isso não me preocupa.
Tudo tem dois lados. Duas versões. Dizem que a verdade não está com ninguém. Ou está como todo mundo? Mas o que é a verdade?
Uma coisa é certa. No Acre o comentário dessa arte, sempre gira polêmica. Reconheço os avanço que aconteceram e que ainda estão acontecendo no nosso Estado, e também no municipio. Muito é claro, graças ao projeto político da Frente Popular, - que cá prá nós, ultimamente tá cheio de "bucha"- Mas que graça tem escrever sem provocar? Detesto imprensa bajuladora. O governo tem verbas generosas prá mídia. E bota generoso nisso. Faz até politica com esssa rubrica. Então, prá propagandear e exaltar, já tem gente demais. Já tem até a TV Rio Branco. Quem diria! Então vamos pontuar, criticar e comentar, mas sepre com a intenção de melhorar. Porque também eu como muitos, queremos que o Acre continue crescendo e que seja o melhor lugar para se viver.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O exemplo do Deputado
Essa semana estava eu assistindo Um programa de entrevista na Tv Local, quando o entrevistador questionou o Deputado Edvaldo Magalhães, sobre o preço da reforma do prédio da Assembléia, algo em torno de 4 milhões. O deputado, que agente se acostumou a vê-lo na mídia sempre muito convincente, não estava num dia muito inspirado, parecia pouco a vontade, e como argumentou de defesa alegou que o valor da obra era normal e equivalente a outras obras construidas na cidade, para exemplificar citou dentre outros órgãos públicos, a reforma do Palácio Rio Branco. Ora, o Deputado utilizou como exemplo, exatamente o que o senso comum considera sempre como algo superfaturado. As obras públicas. Custos sempre fora da realidade. E tem lá suas razões. O entrevistado Poderia ter comparado com o custo das obras do novo shoping, com o prédio do Bestene, sei lá o que. mas comparar com outros órgãos publicos, foi meio reduntante. Sofisma puro.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Não tem jeito: acreano é mesmo parente de cearense
Fortaleza deve ser uma das melhores capitais do Brasil para passar férias. O Sol, as práias, o carangueijo... Disso poucos discordam. Mas também é a cidade mais suja que eu já conheci. Lá, sem o minínimo de cerimônia, as pessoas jogam garrafa pet, papel de bombom, cigarro e tudo o mais em qualquer lugar. A parada de ônibus em frente do Nort Shoping, um dos maiores da capital, até parece um aterro sanitário.
Dia desse andando pela cidade de Rio Branco e percebendo essa peculiridade, observei que o rio branquense também não é lá chegado a certos hábitos. Da porta do banco do Brasil, alí perto da praça da Revolução eu vi, sem nenhum constrangimento alguém jogar uma garrafa vazia de água mineral no meio da avenida.
Em fevereiro, numa passeio de barco subindo o Rio Acre, pude vêr o quanto a nossa população é mal educada e mal informada, margeando os bairros cidade nova, Aeroporto Velho e Quinze, vê-se um amontoado de lixo jogado às margens do rio. Desde sofá velho, sacolas de plásticos e tudo o mais que se pode imaginar. Ainda bem que o nosso amigo Eduardo Farias, Vice-prefeito ia na viagem. Tomara que ele tenha tomado providências.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Rede Estadual de Ensino inicia aulas na MARRA
É isso aí, as aulas iniciaram na Rede Estadual de Ensino na tora, como se diz no popular. Sem merenda, ainda faltando professores, as escolas tiveram que se redobrar para atender a clientela. Todo ano é amesma cantilena. O pessoa da SEE já deveria saber como proceder, mas infelizmente todos ano cometem os mesmos erros. A secretaria eleabora um calendário de planejamento para os professores, vêm os tecnos burrocratas (ops) burocratas e marcam cursos de capacitação para o messo período. Como se não bastasse lotam os concursados no último dia destinado ao planejamento dos professores. Dá licença, se fossem estreantes na administração pública, vá lá, mas estão há quase dez anos, cometendo os mesmos erros como se fosse a coisa mais nomal.... NINGUÉM MERECE!!!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
OLá para quem tá conhecendo e para quem vai conhecer!
Bom pessoal,
Esse é meu blog. Nele pretendo me comunicar com os amigos, alunos, colegas de trabalho.
Vou dar minha opinião sobre a política, sobre a educação e sobre o movimento sindical l no Acre.
Pretendo também neste espaço, dar vasão a uma parte de um sonho que cultivo. Um antigo projeto desde a época da adolescencia. Escrever uma romance, para ser adaptado à televisão, ambientado na Rio Branco da década de 70. Já inciei e tenho alguns capítulos prontos. Quem já viu gostou. Espero que todos gostem. AGUARDEM!
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Quem sou eu
- naldo
- Rio Branco, Acre, Brazil
- Um pouco desiludido com os políticos, mas ainda na esparança de dias melhores.
