segunda-feira, 19 de maio de 2008

Blog da Escola Theodolina

Acabei de criar o Blog da Escola em que sou diretor. A Theodolina Falcão Macedo agora tem um blog. quem quiser visitar é só acessar http://theodolina.blogspot.com/. Infelizmente o meu blog vai ficar um pouquinho de lado, pois tenho que alimentar o blog da escola e o tempo é meio corrido, mas de vez enquando estarei aqui, falando sobre algo. Agradeço a compreenssão dos amigos.

domingo, 4 de maio de 2008

Por Millor Fernandes

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta."Não quer sair comigo? Não? Então foda-se!"."Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!"O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituiçao Federal.Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Portugues Vulgar que vingará plenamente um dia."Prá caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Prá caralho"?"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Prá caralho, o Sol é quente Prá caralho, o universo é antigo Prá caralho, eu gosto de cerveja Prá caralho, entende?No gênero do "Prá caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negaçao, está o famoso "Nem fodendo!"O "Não, não e não!" é tampouco nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto.Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro prá ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Danielzinho, presta atençao, filho querido, NEM FODENDO!".O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!".O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e mais recentemente o "prepone" - presidente de porra nenhuma.Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou seu correlato "Pu-ta-que-o-pa-riu!!!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!".Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!".Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.Desabotoe a camisa e saia na rua, vento batendo na face, olhar firme,cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!".Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!

domingo, 27 de abril de 2008

A Dengue me pegou!

Uma febre que não queria parar. Dores de cabeça insuportáveis. Tudo isso e a médica teimava em diagnosticar como uma gripe. Noutro dia, outra médica (né preconceito não), diz que é virose. Enquanto todo mundo dizia: “É DENGUE” as médicas do plantão da UNIMED não se curvaram. Pra falar a verdade até hoje eu não sei exatamente o que é… o que foi. O que sei é que estou desde sexta-feira passada convalescendo. Numas dessas noites, não preguei o olho um só instante, com coceiras por todo o corpo. Se passo mais de uma hora em pé, as pernas ainda doem. A boca constantemente seca, já me fez ingerir um nordeste inteiro de água de côco. O pior é ainda ter que ouvir as infinitas receitas caseiras, que pacientemente eu prometo que vou fazer. Dizem as más línguas que aqui no Acre a situação está feia. Que a dengue já virou uma epidemia. Essas pessoas juram que o governo está mascarando os números. Que os casos de Dengue não estão sendo registrados propositadamente. Será?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O BACTÉRIAS MUDOU DE ENDEREÇO?

Os pobretões, os muquiranas de Rio Branco, os atoas e os que se auto intitulam “do povão”, costumam fazer refeições e lanchar em restaurantes e lanchonetes populares, que eles mesmos num senso de humor surpreendente, costumam batiza-los de bactérias. O que atrai nesses locais, além do preço baixo obviamente, é a rapidez no atendimento e muita das vezes, uma comida ou um quitute com sabor caseiro. Já os bacanas da cidade, os deputados, os cargos comissionados, empresários e os pobres que se dizem exigentes, costumam freqüentar o Paço e outros restaurantes mais requintados. Mas o interessante é que o site 24 horas, publicou nesta sexta-feira a seguinte manchete no seu jornal eletrônico: Cozinha de “O Paço” servia alimentos impróprios ao consumo humano. o site completa ainda dizendo que o restaurante é localizado num espaço privilegiado do Parque da Maternidade e que é considerado como um cartão postal da cidade de Rio Branco, diz ainda que foram encontrados além de alimentos de procedência duvidosa, ainda outros com prazo de validade vencido. Agora eu não sei, se a clientela de uns vai aumentar e a de outros diminuir. Só sei que agora, quando alguém me chamar para ir no bactérias, eu vou ficar na dúvida: Levo uns trocadinho ou o cartão de crédito?

terça-feira, 8 de abril de 2008

sexo ainda é mito

Matéria da revista veja semana passada falando sobre sexo, trás um dado deveras interessante. Os homens aumentam a quantidade de parceiras que já tiveram e as mulheres subfaturam a conta. Sempre afirmam ter dito menos parceiros do que realmente tiveram. O interessante é como nesse assunto, as pessoas não agem naturalmente. Em qualquer lugar, sob todos os aspectos, essa não é uma pauta normal. Se é no consultório do médico, do psicólogo, do analista o que quer que seja a situação, é sempre atípica, principalmente para o paciente. Quando ele sai, certamente deve comentar com alguém, talvez falando da vergonha que passou. Isso é só conjectura, mas sabe-se lá Deus o que esses profissionais não comentam entre si, sobre o assunto, a respeito do que ouvem nos seus consultórios. E quando o assunto é comentado em rodas de conversar, aí é que a coisa pega. Se é numa roda de amigos ou amigas o assunto é tratado com risos, se é entre crianças e adolescentes, é envolto em curiosidade, e quase secreto. Já os da melhor idade, preferem nem falar mais no assunto. E assim caminha a humanidade.

domingo, 6 de abril de 2008

PARTE 3 - TRAIÇÃO

Ele troca de roupa, põe seus pertences numa mochila e sai à procura de outro abrigo. Chega numa pensão e é informado de que teria que pagar o primeiro mês adiantado. - Mas eu não tenho dinheiro agora – insiste – Eu começo trabalhar amanhã... - Não dá. - Diz a proprietária – deixe de ser persistente moço, eu já disse que sem adiantamento não dá. Paulo não baixa a cabeça, malcriadamente arremata: - Eu quero que a senhora e sua pensão... – percebe que ia falar disparate, emenda em tom baixo – tenham muito sucesso. Sai dali derrotado. Vai em várias pensões hoteizinhos, mas sem dinheiro não obtém sucesso. Sem saída retorna a casa de Mafalda, que ainda estava no clube. No clube noturno ela discute: - Por favor, seu Bira, eu queria um contrato só para dançar. - De forma irônica ele dá de ombros: - Por quê? Agora está querendo se regenerar é? Ofendida na alma, mas sem deixar transluzir ela diz: - Sim, eu estou gostando de um homem. E quero mudar de vida. Não posso? Por quê?Diga-me? Estou fadada à vida toda a ser biraia? Bira um homem rude, que não mede palavras, inclina a cabeça para frente e com voz articuladamente profere: - Há é assim é? Bocado comigo, bocado esquecido. – e em tom áspero aponta o dedo indicador em direção a ela: - Olha, você esqueceu que eu já fiz isso uma vez quando você conheceu o tal do gringo. Eu só te dispensei porque faltava um mês para terminar o contato. Mas agora? – levantando as duas mãos, mostrando cinco dedos de uma e dois da outra: - Faltam sete meses. Transtornada ela argumenta: - Tudo bem. Faça como quiser mais eu não venho mais. – Baixando o tom de voz, repete palavra por palavra: . – NÃO VENHO MAIS. - Se você sair hoje, nunca mais ponha os pés aqui no clube. E olha bem, eu não vou facilitar nada para você. Você vai me pagar o prejuízo centavo por centavos. Em prantos ela sai dali. Decidida a procurar Paulo em todas as pensões, hotéis o que fosse. Surpresa o encontra em casa. - Eu voltei – diz ela. - Eu tinha certeza que você voltava. - É eu deixei o clube. Está vendo essas sacolas. E aponta para a porta. – são os meus pertences que estavam lá. Eu não volto mais pra lá. – confortando-a ele fala: - Eu vou ganhar bem. Dá para agente ir vivendo. Depois você também pode arranjar um emprego. Aquilo é... – ela completa. - Um meio de sobreviver. Ele concorda e repete. - Um meio de sobreviver. – E abraçando-a por trás, arrasta-a para a cama e completa: - Mas agora nós vamos viver. Ela fecha os olhos suavemente, morde o lábio inferior e suspira. Despindo-a parte por parte, ele vai beijando-a nos lábios, queixo, desce pelo pescoço, escorregar sobre os seios, vai deslizado para baixo enquanto suas mãos fazem o trajeto inverso que só pára quando são enchidas pelos seios de Mafalda. A noite é curta e o dia logo amanhece. Meses depois Paulo já de trabalho novo, tem seus pensamentos voltados para a antiga namorada que abandonara forçosamente há três anos. Questionava-se se ela teria tido a criança. Tinha vontade de se comunicar. Mas como jamais uma carta chagaria lá nas mãos da amada. Não com aqueles pais que ela tinha. Ele tinha certeza que ela ainda o amava. E seu filho? Será que era um menino? Uma menina? Pensava: “será que parece comigo”. Eram esses os pensamentos de Paulo. Depois de um mês no novo emprego resolveu escreve uma carta para a mãe de seu filho. Dias se passaram e não obteve reposta. Definitivamente ele não deveria ficar remoendo o passado. Aquilo tudo era águas passada. NOUTRA CIDADE Numa rica casa, lá estava Neide, seus pais e seu filho, cujo nome propositadamente era o mesmo de Paulo. O rapaz não se enganara em seus pensamentos quando acha que Neide ainda lhe ama. Desde o dia de sua saída, todo dia ela espera noticias, e cada dia tem uma nova esperança. Paulinho tem tudo, desde amor até os mais sofisticados brinquedos, mas falta lhe o principal; como toda criança sente falta do pai. O que ele sabia do pai era que estava viajando. Só isso. Sempre ele perguntava: - Quando o pai volta? – a resposta era sempre. – Ele não volta. Paulinho, um menino inteligente, três anos fala: - Mas a senhora falou que ele volta. – O avô fala ao menino. – Filho a sua mãe vai casar, e você vai ganhar outro pai. – mas Paulinho nunca esquece de querer ter um pai. Neide estava noiva e ia casar-se com Edílson. Gostava do rapaz, mas amor mesmo, ainda sentia por Paulo. Ela sabia que nunca iria esquecê-lo. O casamento era só uma válvula de escape, uma vã tentativa de esquecer o passado, que ainda fantasiava, na esperança de um dia reencontrar o ex-amado. De volta a Tobias Barreto – Sergipe. Na fábrica onde Paulo trabalha, o dono tem que ficar ausente um mês, Norma sua filha de 23 anos quem assume a presidência. A moça se interessa por Paulo, toda noite ambos saem. Pulo só chega em casa de madrugada. Mafalda que não é ingênua sente que tem rabo de saia na jogada e abre o jogo com Paulo. - Senta aqui. Escuta. Você me fez largar o meu emprego, você falou que me amava. - emprego? Questiona ele surpreso. – você chama aquilo de emprego? Essa e boa! - diz de forma irônica. Calmamente ela retruca. - Isso não vem ao caso, o que eu estou questionando são essas suas chegadas à madrugada Paulo. Você está me traindo! Eu não admito ser enganada. – ele se aproxima dela dengosos e diz: Eu te amo meu amor. Não tem nada de mulher. –ele desfaça bem, Mafalda acalma-se. Mas está certa que de tem caroço nesse angu. Às duas horas eles deitam. Ele aguarda a aproximação dele que nem percebe e agarra no sono. Fato que se repete nos dias seguinte. Um belo dia, Paulo se arruma, Mafalda pergunta: - Aonde você vai? – Ele naturalmente fala: - Vou jogar uma sinuca, sair, conversar com uns amigos. – ela sabe que aquilo não era verdade. E perguntou se poderia ir com ele. – Hoje não amor, só tem homem. Outro dia agente combina de sair os casais. Ela balança a cabeça que está tudo bem. Ele sai e vai até a casa de Norma, e meia hora depois já estavam em um barzinho rindo, cantando, dançando e beijando-se. Em casa sozinha, Mafalda entediada assiste televisão, quando Julia, sua amiga encontra a porta entreaberta, entra e diz: - Mafalda, eu vim aqui porque eu sou sua amiga. E agora mesmo eu estava num bar e vi o Paulo com uma mulher. - Julia fala do que viu sem economizar nos detalhes, e ainda os aumentos normais desse tipo de conversa. Mafada Fala: - Eu vou lá. - virando-se para a amiga e batendo com a mão na face direita completa: - Eu quero vê-lo olhando na minha cara. Ele vai ver do que eu sou capaz! - proferiu essas palavras já transtornada de ódio.

segunda-feira, 31 de março de 2008

comentários do romance

Leitor anônimo, observou que na segunda parte, há um dialógo meio confuso. Ele não entendeu quem beija quem, na hora em que Paulo sai para procurar emprego. Concordamos com a crítica e já corrigimos, na verdade é Paulo quem agradecido, beija Mafalda. Aproveito para agradecer os comentários dos leitores, muitos se apresentam como anônimos, acho que pela dificuldade de postar comentários atráves do ID. Marcelo Jucá, é o leitor mais assiduo, sempre deixando seu comentários pertinentes e demonstrando preocupação com a consicentização do cidadão. Esse cara vai longe!

Quem sou eu

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Rio Branco, Acre, Brazil
Um pouco desiludido com os políticos, mas ainda na esparança de dias melhores.